Quando é interessante agregar serviços offline e quando não?


#1

Antes mesmo de lançarmos nosso serviço, já fomos solicitados por várias pessoas para que tivéssemos um serviço de catalogação de obras de arte. Serviço que envolve pessoas, material e maquinário que não é especificamente o core do nosso negócio. O nosso negócio é primeiro um aplicativo de produtividade.
Daí vem a questão: experimentar um segmento que não é nosso objetivo e agregar funções que nossos clientes precisam, ou trabalhar com parceiros que possam realizar essa tarefa?

Ponto importante: isso servirá para fidelizar clientes, porém os clientes que pediram são clientes que não podemos cobrar uma fortuna pq se não não fazem, são os próprios artistas.
Tenho muito medo de querer abraçar o mundo!

@Lvicente @ o que acha? Será que o Frederico poderia opinar tb?!


#2

@dnegrisolli durante o processo de criação do produto surgem várias indicações de novos caminhos que a Startup ode seguir, cabe ao fundador avaliar se a mudança de estratégia pode ajudar ou atrapalhar a empresa atingir o objetivo final.

Temos um caso muito legal na 21212, a Razoom, eles começaram como B2C oferecendo tours para turistas e facilitando esse contato entre o turista e o guia, mas com o tempo e nas validações perceberam que o melhor caminho à seguir era o B2B, oferecendo os tours para as agencias por meio de parcerias com outros portais. Nesse caso a mudança foi no how (como vamos atingir nosso objetivo) e não no why (por que fazemos isso).

Quando a mudança de estratégia muda o Why, sua análise deve ser mais profunda, pois pode significar mudança de foco.

Mas no seu caso, se você oferecer um serviço de catálogo online (que não envolva tantas pessoas, material e maquinário) me parece um passo interessante para conseguir dar o ponta pé inicial na artyou. Imagina se você presta esse serviço para 100 artistas, que pagam um valor mensal para ter o catálogo online ativo e para você fazer a atualização dele. Você pode se tornar um canal para que as galerias achem esses artistas e o passo seguinte seria as galerias usarem a artyou como portal.

Falei besteira?

Pedi ao Frederico para opinar também.


#3

Agradeço @Lvicente!

o meu objetivo é: Ser o maior centralizador de informações de artistas, galerias, museus e acervos. Para isso eu desenvolvo ferramentas de produtividade, para que exista uma enorme base de dados sobre o assunto, para que isso se torne sociável e compartilhável.

Vc está super certa na ideia do Portal! Porém as galerias procuram artistas por maneiras muito peculiares, e são especialmente trazidas pelos curadores/ críticos que os acompanham. É um processo de indicação medieval. O Portal está previsto quando iniciarmos o editorial, que é mais ou menos o processo que o meu concorrente Artsy fez, a diferença é que a minha plataforma é mais barata e pra todos, e principalmente, leva em consideração o artista que é a parte mais importante de todo o processo das artes visuais.

O serviço de catálogo online está previsto nas nossas fases de desenvolvimento, irá se parecer com um profile de rede social onde a pessoa irá navegar nas obras do artista. O que é importante para mim é o que o artista/ galeria/ museu coloquem estas informações para compartilhar as obras.

A minha preocupação é oferecer um serviço offline que faça eu me desgastar e tirar o foco, além de não ser altamente rentável pois tem uma demanda limitada.

Penso em: oferecer o serviço com parceiros (o que torna a expansão internacional mais rápida) ou oferecer o serviço de catalogação em segundo plano, algo que eu possa contratar funcionário para fazer, por demanda.
agradeço, abraços


#4

Caro @dnegrisolli, esta é uma dúvida que aparece na cabeça de 9 de 10 empreendedores (o empreendedor que falta não está preocupado o suficiente em resolver o problema dos seus clientes)!

Em alguns momentos você descobrirá algumas barreiras para adquirir clientes, e muitas vezes a única solução será agregar alguma atividade que você não previa fazer (ou que pretendia fazer depois) ao seu negócio.

Segundo o que você comentou, essa atividade de catalogação de obras de arte é manual e offline, e bem distante do que você entende que é o core da sua empresa. Gosto da ideia de buscar um parceiro-chave que possa oferecer este serviço, principalmente agora no início. Eu não perderia tempo e dinheiro realizando esta atividade agora, e consideraria incorpora-la no futuro (quando você tiver potencial de absorvê-la, e apenas se agregar valor ao negócio).

Gosto também da ideia da @Lvicente de iniciar uma validação desta solução com a catalogação online, mas entendi que isso não resolverá 100% o problema, e que representará agora uma mudança na forma como o seu cliente já realiza o processo. Em geral, o ideal é que você tente evitar mudar a forma como o seu cliente se comporta (isso é uma barreira para aquisição), principalmente no início. Quando você tiver uma base de clientes ativos, você poderá se dar ao luxo de tentar influenciar a forma como eles se comportam.

Espero ter ajudado!


#5

Muito obrigado @Lvicente icente e @frelacerda!
Irei refletir e testar como pensaremos em resolver esta questão.
Outra dúvida: vi que o programa de aceleração abriu. Ele é semestral ou anual? Agradeço